Por Yuri Queiroz
Mais uma vez a história se repete. Igualmente às negociações que extinguiram a CPMF, a votação do novo imposto para a saúde, aparentemente, enfrentará alguns desdobramentos políticos. Na última quarta-feira, 04, a oposição manobrou e conseguiu adiar a votação da Contribuição Social para a Saúde (CSS).
Pelo Regimento Interno da Câmara, o relator de um projeto tem direito a um prazo de 24 horas para analisar as emendas feitas ao texto da legislação em votação. Valendo-se desse direito, o deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), pediu o prazo, quando a votação estava prestes a começar, às 20h.
Como a base aliada estava ciente de que muitos dos parlamentares viajariam aos seus Estados, na quinta-feira, 5, data em que o prazo pedido pelo relator tucano terminaria, a votação foi adiada para a próxima terça-feira, 10.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que a emenda 29, que regulamenta a nova contribuição, é fundamental. Para ele, o sistema de saúde brasileiro não possui déficit, mas, opera no seu limite. “Os recursos de hoje mantêm o nível de oferta nos limites atuais, não dá para aumentar nada”, disse, ressaltando que há políticas do Ministério que estão paradas por falta de verba.
Confira, neste vídeo, a manifestação que deputados democratas fizeram contra a recriação da CPMF:
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